Lei Seca – Vereador Renato Dantas é preso por desacato em Natal

Procurado pela reportagem do Diário de Natal para comentar os fatos ocorridos na noite de quinta-feira, o vereador Renato Dantas reafirmou as críticas feitas ao procedimento de sua abordagem e prisão: “A PRF está fazendo pirotecnia. Queriam prender o político Renato Dantas, não o cidadão. Não estavam preocupados em disciplinar o trânsito. Tanto é que não levaram minha habilitação. Estou com ela aqui agorinha”. O vereador negou que estivesse dirigindo o veículo no momento da abordagem, mas confessa ter bebido antes da ocorrência.

Segundo Dantas, tudo não passou de um fato corriqueiro que não teria maiores consequências se não se tratasse de um político. “Meu carro tem uma foto minha, eu nem mesmo estava dirigindo o veículo, mas eles vieram atrás de mim. A polícia errou”, afirma. Sobre as várias críticas dirigidas ao policiais no momento da prisão, inclusive com palavrões e ofensas, o vereador afirmou:“Não retiro uma palavra do que disse. São três palhacinhos, despreparados e truculentos”.

Renato Dantas relata que foi abordado pelo carro da PRF e que o policial exigiu que ele fizesse o teste do bafômetro. O vereador teria se recusado e o policial teria exigido que ele fosse encaminhado para um hospital para realizar o exame de sangue. Ao se recusar novamente, o vereador teria recebido voz de prisão. “Eles agiram de maneira truculenta e fizeram uma abordagem grosseira. Foi um ato de abuso de autoridade. A autoridade policial optou por me algemar, como se eu fosse um bandido. Não aceitei esse fato, me revoltei e reagi. Qualquer cidadão teria feito o mesmo”, defende-se..

“Não é pelo fato de ser um policial federal que ele está acima das pessoas. Se eu fiz uma contramão é porque desconheço o trânsito daquela cidade. Fui tratado como um bandido perigoso, como alguém que estivesse solto pondo em risco a vida de outras pessoas. Não cometi nenhum crime grave para ser tratado dessa maneira”

Questionado sobre a sua posição sobre a nova lei que torna crime o ato de dirigir sob efeito do álcool, o vereador afirmou se tratar de uma lei “muito boa”, mas que não deveria ser feita contra o cidadão, e sim para disciplinar o trânsito.

Sobre as providências que irá tomar, Renato afirmou: “Já fiz um Boletim de Ocorrência e vou procurar os meus direitos como cidadão. Me senti humilhado e ultrajado ao ser algemado no meio da rua. Tenho várias testemunhas que viram esse abuso e irei ingressar com uma ação regressiva contra esses policiais e contra o Estado para ser respeitado”.

LUIZ FREITAS – Leia mais na edição deste sábado

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