Quantidade de bafômetros não é suficiente no CE

Quantidade de bafômetros não é suficiente

Órgãos de trânsito, como AMC, Detran e CPRv estão planejando blitze a serem realizadas no fim de semana

Os órgãos de trânsito que atuam no Ceará e em Fortaleza não dispõem de bafômetros suficientes para aferir a quantidade de álcool consumida pelo motoristas. A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania de Fortaleza (AMC), por exemplo, tem apenas um equipamento para uma população de 2milhões e 500 mil habitantes.

Situação semelhante é a do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que fiscaliza todas as rodovias estaduais do Ceará. O órgão conta com apenas quatro bafômetros, mas já adquiriu outros seis aparelhos, que devem estar disponíveis brevemente, conforme previsão de seu superintendente, João de Aguiar Pupo.

Também é precária a situação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Ceará. Os seus 360 agentes espalhados em 14 postos e que fiscalizam as BRs que cortam o Estado, têm à disposição apenas oito equipamentos. Para atender as exigências da “Leia Seca” já fez a aquisição de mais 14.

A situação mais crítica é da Companhia de Polícia Rodoviária Estadual (CPRv), que não tem nenhum bafômetro. O comandante da CPRv, coronel Werisleik Pontes Matias, explica que, normalmente, quando os policiais militares da CPRv se deparam com situações de motoristas embriagados, mesmo sem dispor do bafômetro, os conduz para fazer exame no Instituto Médico Legal (IML).

Blitze

Mesmo sem dispor de bafômetros suficientes, órgãos de trânsito já estão planejando blitze específicas para trazer maior conscientização para os condutores de veículos. O presidente da AMC, Flávio Patrício, informa que juntamente com o Detran, serão planejadas blitze em diversas áreas da cidade.

O presidente da AMC destaca que, por envolver a possibilidade de situações de conflito, as blitze deverão receber suporte de policiais militares ou de guardas municipais, o que ainda não está definido. Para ele, se não houver uma fiscalização forte, a mudança de comportamento será lenta. “Quem não bebe, não vai ter que mudar em nada. Mas quem bebe e dirige, se não houver uma fiscalização rígida, pouco vai se conscientizar”, considera Flávio Patrício.

Além disso, informa que, no caso do condutor embriagado se envolver em acidentes de trânsito com vítimas, pode ser tratado como crime doloso, no qual houve intenção de matar. Segundo ele, não tem conhecimento de ninguém que esteja preso em Fortaleza por ter sido flagrado dirigindo alcoolizado. Entretanto, informa que, na última segunda-feira, um motorista que havia consumido álcool foi encaminhado para a delegacia de polícia por ter se recusado a sair do carro e fornecer documentos.

Já a CPRv está realizando a instrução dos policiais militares para o cumprimento da “Lei Seca”. Conforme o coronel Werisleik Matias, no próximo fim de semana, a companhia já deverá fazer blitze específicas, em parceria com o Detran.

PUNIÇÃO
Tolerância zero ao motorista alcoolizado

A lei 11.705, sancionada no último dia 19 de junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que impõe tolerância zero ao motorista que faz o consumo de bebidas alcóolicas e dirige, deve promover uma intensa mudança de comportamento na população brasileira.

Os drinks após o expediente de trabalho e ir motorizado para festas onde provavelmente haverá consumo de álcool são situações rotineiras que estão com os dias contados.

Isso porque a nova lei, que altera o Código Brasileiro de Trânsito (CBT), proíbe que os condutores de veículos consumam bebidas alcóolicas e impõe punições mais severas como a abertura de inquérito criminal para quem for pegue dirigindo alcoolizado.

Antes da lei, era permitida a ingestão de até seis decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de cerveja). Hoje, a legislação não permite nenhuma ingestão de álcool e determina punições diferentes a partir da quantidade de álcool consumida.

Conforme o chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal do Ceará (PRF – CE), Stênio Pires, a lei atua sob a vertente da venda de bebidas alcóolicas nas zonas rurais de rodovias federais e do consumo de álcool pelo condutor em qualquer área da cidade.

Conforme Pires, o comerciante das zonas rurais cujos estabelecimentos forem flagrados vendendo bebidas alcóolicas, receberão multa de R$ 1.500,00. Em caso de reincidência, a multa terá valor dobrado, de R$ 3.000,00, além de outras sanções, como o acesso à rodovia. Pela lei, só é permitida a venda de bebidas nos trechos que cortam as cidades.

Já para os condutores, Pires diz que a lei impõe um rigor maior para quem dirige alcoolizado. “Hoje a quantidade de álcool permitida é zero e vale para todo o território nacional, seja em rodovias federais, estaduais e perímetro urbano”.

Quem for apanhado pela fiscalização dirigindo alcoolizado pela fiscalização deve ser submetido a exame para medir o nível de álcool no organismo, através de bafômetro ou de exame de sangue.

PAOLA VASCONCELOS
Repórter

ORIENTAÇÕES
Mudanças na lei

1 – Seis decigramas de álcool por litro de sangue ou 0,3 miligramas de álcool por volume de ar expelido, eqüivalem a três tulipas de chope ou três taças de vinho ou três doses de uísque

2 – O condutor que for pegue dirigindo com um teor alcóolico de um a 5,9 decigramas de álcool por litro de sangue será preso e responderá a inquérito policial por crime de trânsito, podendo pegar de seis meses a três anos de detenção

3 – O tempo de permanência de álcool no sangue aumenta 24 horas, caso o consumo seja de oito latas de cerveja ou oito taças de vinho ou oito doses de uísque

4 – Um bombom feito à base de licor leva, em média, de dez a 15 minutos para sair do organismo

5 – Mulheres têm seis vezes menos resistência ao álcool do que homens

6 – Um copo de cerveja demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo. Uma dose de uísque, demora mais tempo do que isso. O mais garantido é que o motorista possa dirigir somente depois de 24 horas

7 – Se estiver de ressaca e com sintomas provocados pela grande quantidade de álcool consumida, o melhor é ficar em casa. Este é o momento em que o álcool começa a ser tóxico e permanece no corpo por mais tempo

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