Policiais presos por corrupção em Caruaru / PE

Autor: ACS/DPRF
Data de Inserção: 04/06/2008

Corregedoria da PRF investigava há um ano atuação de agentes na Rota da Sulanca.

Brasília e Caruaru, 04/06/2008 – Estão sendo transferidos neste momento para o 4º Batalhão da Polícia Militar de Caruaru/PE os quatro policiais rodoviários federais presos em flagrante na noite de ontem (03/06) pela Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal. Os agentes, lotados em Caruaru e indiciados por corrupção passiva e formação de quadrilha, foram ouvidos na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal. A prisão é resultado de investigação da PRF iniciada há um ano a partir de denúncias de empresas de ônibus que operam no transporte interestadual.

Os policiais rodoviários Almi José de Carvalho, Carlos Roberto Cordeiro de Araújo, Carlos Samuel de Carvalho e Sílvio Alberto de Farias Rego foram surpreendidos enquanto trabalhavam no posto de fiscalização do município de São Caetano. Eles tiveram uniformes, armas e carteiras funcionais recolhidas, além de R$ 3 mil apreendidos. Contra um dos policiais também pesa o porte de arma de fogo sem registro.

Investigação interna – Há cerca de uma ano, a PRF recebeu denúncias de que policiais da delegacia de Caruaru, importante pólo comercial do agreste pernambucano, localizada na “Rota da Sulanca”, estariam extorquindo sacoleiros que compram roupas para revender em outras estados do Nordeste.

De acordo com a Corregedoria Geral da Polícia Rodoviária Federal em Brasília/DF, a PRF vai pedir à Justiça Federal que mantenha o afastamento dos policiais presos até o julgamento do processo administrativo, que pode implicar na demissão dos servidores. Os agentes envolvidos têm entre 28 e 33 anos de atividade policial.

Rota da Sulanca – As rodovias que levam a Santa Cruz do Capiberibe/PE ficaram conhecidas como Rota da Sulanca devido à Feira da Sulanca, surgida na cidade encravada no agreste pernambucano. A venda de roupas feitas a partir da helanca ganhou enorme importância na região de tímida atividade comercial.

O termo “sulanca” durante muito tempo era pejorativo, associado a roupas de baixa qualidade. Hoje, a Feira da Sulanca funciona como grande centro atacadista para milhares de pequenos comerciantes, que chegam em ônibus fretados, vindos de diversas partes do Brasil.

Estudiosos defendem que o termo “sulanca” veio da helanca originária do sul. Teria surgido na década de 1960, quando comerciantes da região começaram a fabricar e vender, em Santa Cruz do Capibaribe, peças de vestuário utilizando retalhos de helanca trazidos de São Paulo.

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