Cinco policiais rodoviários são presos por cobrança de propina no RS
Patrulheiros são lotados no posto de Pantano Grande, no Vale do Rio Pardo
Uma operação envolvendo Polícia Federal, Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público Federal resultou na prisão de cinco policiais rodoviários federais na manhã desta quarta-feira no Rio Grande do Sul. Os patrulheiros são suspeitos de cobrar propina para liberar veículos. Os crimes são de corrupção e concussão (vantagem indevida obtida por funcionário público).
Foram expedidos sete mandados de prisão. Os policiais são lotados no posto de Pantano Grande, no Vale do Rio Pardo. O grupo foi conduzido à delegacia da Polícia Federal de Santa Cruz do Sul, e deveria ser transferido para Porto Alegre.
RÁDIO GAÚCHA, RBS TV E ZEROHORA.COM
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Policiais rodoviários suspeitos de cobrar propina faturavam média diária de R$ 4 mil
Principais alvos dos infratores eram motoristas argentinos
Sâmia Frantz, Santa Cruz do Sul | samia.frantz@zerohora.com.br
Os cinco policiais rodoviários federais suspeitos de cobrar propina de motoristas para liberar veículos no Vale do Rio Pardo faturavam, juntos, uma média de R$ 4 mil por dia de trabalho. Os patrulheiros, porém, não atuavam em grupo. Segundo o inspetor Alexandre Castilho, do Departamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Brasília, não houve formação de quadrilha e, conforme apurado pela investigação, eles trabalhavam individualmente, cada um com uma forma de atuação.
— Eles não tinham uma movimentação financeira muito significativa e o lucro não era tão grande a ponto de justificar uma conduta irregular como essa. Colocaram todo o tempo de serviço à prova e provavelmente devem perder seus cargos públicos — comentou o procurador da República Jorge Sodré.
Os servidores, lotados no posto de Pantano Grande, na BR-290, foram presos temporariamente na manhã desta quarta-feira. Eles passaram a ser investigados por equipes da Polícia Federal (PF), PRF e Ministério Público Federal (MPF) em agosto de 2008, depois que a Corregedoria da PRF instaurou procedimentos administrativos a partir de denúncias recebidas por vítimas que diziam ter sido extorquidas.
Por enquanto, não está confirmado há quanto tempo eles praticavam a irregularidade, mas a primeira denúncia data de 2004. Os cinco poderão ser enquadrados em quatro tipos de crimes diferentes: extorsão, corrupção, concussão (vantagem indevida obtida por funcionário público) e prevaricação (retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei).
A forma como os policiais agiam era mais ou menos a mesma. Eles constatavam alguma infração de trânsito — realmente existente ou não — e, ao abordar o veículo, davam início a uma negociação com o motorista para retirar dinheiro da vítima e livrá-la da multa — normalmente entre R$ 70 a R$ 100 ou objetos, como ar-condicionado. Em geral, não existiam alvos prioritários, mas a maior parte das vítimas seriam turistas argentinos que desconhecem a legislação de trânsito brasileira. Nesse caso, eles se aproveitavam da imprudência habitual dos estrangeiros.
De acordo com o chefe da PF de Santa Cruz do Sul, delegado Luciano Flores de Lima, os policiais também favoreciam uma empresa mineradora de Portão, no Vale do Sinos. Um dos funcionários costumava manter contato com os policiais do posto para negociar a liberação de caminhões de carga e máquinas sem que eles apresentassem a documentação exigida, que autoriza o tráfego conforme o peso e a dimensão do veículo, por exemplo.
Dos cinco policiais, apenas um foi preso em serviço. Os demais estavam fora da escala de trabalho e foram localizados em casa, nos municípios de Pantano Grande, Rio Pardo, Cachoeira do Sul e Minas do Leão. Todos possuem mais de cinco anos de trabalho no posto policial de Pantano.
A operação, que envolveu 120 policiais federais e rodoviários federais, também cumpriu sete mandados de busca e apreensão. O empregado da empresa também deverá ser ouvido e pode ser enquadrado no crime de corrupção ativa. A polícia também investiga um outro funcionário para avaliar a participação ou não dele no esquema.
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Prisões por propina desfalcam Polícia Rodoviária Federal no Vale do Rio Pardo
Patrulhamento do local ficou prejudicado nesta quinta-feira
O desfalque no grupo de efetivos que atua no posto da Polícia Rodoviária Federal, em Pantano Grande, no Vale do Rio Pardo, fez com que o patrulhamento nos 255,4 quilômetros de responsabilidade do local ficasse prejudicado nesta quinta-feira.
Dos três policiais rodoviários que vigiam o trecho, apenas um estava disponível para cumprir a escala normal desta quarta-feira. A rotina de trabalho do posto entrou em colapso na manhã de terça-feira, quando cinco agentes foram presos por suspeita de cobrança de propina.
A Operação Contramão – resultado de nove meses de investigação da PRF, Polícia Federal e Ministério Público Federal – surpreendeu os colegas. Com o desfalque repentino, toda a escala de serviço teve de ser redesenhada.
Maio 23, 2009 às 1:49 am |
Palhaçada a não publicação do nome dos agentes presos.Se fosse um ladrão de galinha na hora seu nome seria execrado pela imprença e pelas autoridades que investigam o caso.
Maio 27, 2009 às 6:33 pm |
se vc leu bem o texto acima eles foram presos temporariamente – ou seja – para averiguações. Isso não quer dizer que existam provas contra todos, por isso o nome nao pode ser divulgado agora. Somente após a conclusão das investigações podem ser divulgados os nomes. Enquanto isso os policiais estão sendo interrogados.
Maio 26, 2009 às 12:40 am |
Acho esse caso de corrupção um absurdo pois os PRF são bem remunerados. Eu sou Policial Militar e tenho que sobreviver com um baixo salário,mas não me deixo corromper. Ganho pouco, mas ganho com dignidade
Maio 27, 2009 às 9:32 pm |
Palhaçada é escrever imprensa com “ç”…
Não se deve divulgar os nomes até que sejam provadas as acusações, pois depois de divulagados, se forem inocentados, o estrago já estaria feito irreparavelmente. Maus profissionais existem em todas as profissões: na PM, PRF, PF, Ministério Público, e também no Congresso, onde todos são MUITO BEM PAGOS.